Lucas Paquetá mantém média de 0,35 gol por jogo na temporada, índice superior ao de muitos atacantes em atividade no futebol brasileiro. O número ajuda a explicar um dos principais traços do meia: a capacidade de transformar intensidade e leitura de jogo em presença ofensiva constante.
No modelo de Leonardo Jardim, Paquetá alterna funções com naturalidade. Participa da construção no meio-campo, mas também aparece na área como elemento surpresa, atacando espaços com frequência. O drible curto, a proteção corporal e a agressividade nos duelos permitem romper linhas e apresentar superioridade em zonas decisivas.
Mais do que um articulador, Paquetá atua como um meio-campista completo. Contribui com passes longos, acelera transições e mantém presença constante perto do gol. Pode jogar centralizado ou em um trio de meio-campo com liberdade para avançar, cenário que potencializa sua chegada na área e amplia o repertório ofensivo, tanto em jogadas trabalhadas quanto no jogo aéreo.